terça-feira, 11 de dezembro de 2018

A Garota de Rosa Shocking (1986)

Muito engraçado os comentários das pessoas mais novas que assistem esse verdadeiro clássico dos anos 80 hoje em dia. Esse pessoal criado com essas histórias bizarras de "Crepúsculo" e sabe lá mais quantas porcarias como essa. Em "A Garota de Rosa Shocking" estamos falando de ninguém menos que John Hughes, um roteirista que simplesmente foi um grande mestre dos filmes de comédia e principalmente os filmes de High School, sua grande especialidade que culminou no épico "Curtindo a Vida Adoidado", de 1986, justamente o mesmo ano deste "A Garota de Rosa Shocking".

Hughes ainda deu as cartas em outras grandes produções como "Férias Frustradas de Natal" e "Esqueceram de Mim", mas o seu grande auge foi mesmo nos anos de 1980. E nessa época fez uma parceria muito especial com a atriz Molly Ringwald, sendo ele o roteirista dos três principais filmes dessa atriz. Molly Ringwald hoje em dia está em seriados pequenos como "A Vida Secreta de uma Adolescente Americana" e apesar de estrelar vários filmes, jamais alcançou o sucesso que teve em "Gatinhas e Gatões", "Clube dos Cinco" e "A Garota de Rosa Shocking", sendo que este último foi o seu auge, assumindo o papel principal sem ser incomodada por ninguém, se tornando a atriz no comando as situações, decidida sobre quem ela quer, brigando com o pai, falando as verdades para o melhor amigo e aguçando os sonhos da melhor amiga.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Armadilha Internacional (2003)

Filme policial com suspense bem fraco que foi um fracasso, produção mediana, direção enrolada e roteiro que deixa a desejar, mas algumas situações iniciais mesmo que muito pouco acaba chamando a atenção e de certa maneira prende o telespectador que acaba tendo vontade de continuar vendo, não acho que determinados acontecimentos sejam suficientes para decepcionar completamente quem se aventura até o final mas também não é algo tão ruim para se jogar no lixo, 'Armadilha Internacional' serve amplamente como diversão básica e um bom passa tempo que é pouco intrigante e muito mais relaxante, principalmente pelos acontecimentos finais.

No inicio do filme é meio impossível imaginar alguma coisa sobre a trama, a secretária Beth Ann (Kathleen Wilhoite) que trabalha para o banqueiro Martin Raikes (Michael Keaton) está saindo de licença e em seu lugar entra a substituta Rachel (Rachel Ferjani) que logo fica sabendo de todas as características de Raikes que é muito meticuloso e correto, um monte de baboseira que depois pouco vai influenciar nos demais acontecimentos, de importante mesmo só o fato dele ter uma filha, Emma (Clare Thomas), que foi morar com a mãe na Inglaterra; desconfiado de que um de seus clientes está roubando o banco ele então viaja para a França onde vai aproveitar para visitar a filha logo no dia seguinte.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Na Teia da Aranha (2001)

Ao mesmo tempo em que os filmes de suspense conseguem surpreender a cada nova produção, os policiais insistem freneticamente em seguir sempre os mesmos parâmetros e abusar das reviravoltas surpreendente e já muito batidas em seu final, aposta-se de tudo para tentar um final inovador mas no fundo acaba saindo tudo sem muita originalidade, principalmente em filmes mais recentes como este 'Na Teia da Aranha', que traz de volta o personagem Alex Cross, de 'Beijos que Matam'.

Mesmo não se tratando de uma continuação direta foi indispensável que Morgan Freemam continuasse no papel do detetive, mas não suficiente para que este filme fosse melhor ou até mesmo tão bom quanto seu antecessor, a necessidade de se fazer algo diferente no seu desfecho, fato que inclusive adiou sua estréia nos EUA, além de uma trama fraca e pouco envolvente, excessivos clichês e personagens de apoio fracos fizeram com que as expectativas ficassem muito abaixo do esperado e comprovaram que para se continuar fazendo filmes desse gênero será preciso muito mais criatividade daqui para frente ou os clássicos como 'O Silêncio dos Inocentes' e 'Seven, os sete crimes capitais' jamais serão superados, principalmente pelo intenso clima de suspense que envolve ambos, algo que costuma ser trocado por um pouco mais de ação e cenas dispensáveis.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

O Planeta dos Macacos (2001)

Como muitos já sabem, este 'Planeta dos Macacos' é uma refilmagem do homônimo de 1968, que se tornou ao longo dos anos um clássico dos cinemas assim como '2001, uma odisséia no espaço' que é mais ou menos da mesma época, até pouco tempo atrás era possível ver ainda o original na TV que conta com um final extremamente ousado e surpreendente que causou um ótimo impacto e causa até hoje apesar de ser muito conhecido, pois o mesmo teve continuações e seriados posteriormente, o que denota ainda mais o seu sucesso e influências.

O diretor Tim Burton é conhecido basicamente por caracterizar demais seus personagens, basta lembrar de 'Os Fantasmas se divertem' e de Johnny Deep em 'Edward, Mãos de Tesoura' e 'A Lenda do cavaleiro sem cabeça', além é claro de 'Batmam' para comprovar isso, teve aqui uma grande chance de fazer isso novamente mas não conseguiu de fato um resultado muito agradável, os macacos do filme original apesar da época estavam, salvo as devidas restrições, mais interessantes e mais legais de se ver, agora houve na minha opinião um excesso de maquiagem que alterou demais o jeito de um macaco querendo fazê-lo o mais humano possível apesar dos gritos estridentes e dos saltos de galho em galho, mesmo que não sejam só galhos!, a macaca que ajuda os humanos é a pior de todas, poderia dizer que ela é feia demais, somente mesmo o visual dark do filme é uma das características de Burton que pode ser comprovada.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Um Tira da Pesada 2 (1987)

'Um tira da pesada II' é obviamente o segundo filme da série que trazia ninguém menos que Eddie Murphy, um dos grandes comediantes da década de 80, sem dúvida a sua melhor época no cinema, quando era realmente engraçado, simples, extremamente cativante e absolutamente envolvente, era fácil notar como não era apenas um personagem em cena e sim o próprio ator e seu estilo clássico e único de atuar, que seria futuramente copiado principalmente pelos seus sucessores negros a exemplo de Martin Lawrence com que inclusive atuaria junto futuramente.

No primeiro filme o policial Axel Foley foi para Los Angeles, em especial Bervely Hills, onde acabou investigando um caso mesmo sendo perseguido e obrigado a voltar para Detroit, sua verdadeira jurisdição, acabou conhecendo Billy Rosewood e Taggart que perseguiam ele por toda cidade e eram sempre enganados, no final ficou amigo dos dois e desta vez eles estão com problemas.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Hannibal (2001)

Para poder tirar alguma coisa boa de 'Hannibal', infelizmente é necessário esquecer completamente o seu antecessor 'O Silêncio dos Inocentes', mesmo porque a mudança de nome, que mais tarde mudaria novamente em uma outra parte da história é mais do que justa, pois se trata de um outro filme, idéias completamente alteradas, personalidades extremamente modificadas, rumos totalmente alterados e um novo estilo empregado, assim podemos considerá-lo como um filme razoável com momentos interessantes e algumas atuações clássicas.

O grande problema porém é realmente conseguir esquecer aquele que foi um filme absolutamente extraordinário, 'O Silêncio dos Inocentes' faturou nada menos que cinco estatuetas do Oscar, e o melhor é que foi nas cinco categorias mais importantes, roteiro, direção, ator, atriz e melhor filme do ano, nada mais do que justo pois tratava-se de um suspense jamais visto antes, o telespectador era envolvido em uma trama como num jogo de quebra-cabeças onde ele mesmo ia montando as peças, era impossível imaginar que rumo a história iria tomar além do final que foi surpreendente e arrebatador, as interpretações de Anthony Hopkins e Jodie Foster foram maravilhosas, principalmente nos momentos em que apareciam juntos, um verdadeiro clássico que marcou época.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

3000 Milhas para o Inferno (2001)

Não tenho dúvidas que se trata de um filme extremamente forçado, bem piegas, lotado de clichês, com vários furos no roteiro, violência gratuita, atores que são denominados canastrões, muito tempo de duração que resulta em várias cenas inúteis, péssima direção e mais uma infinidade de defeitos que o levam diretamente para o fundo do poço, '3000 milhas para o Inferno' onde até o próprio nome em português já é uma piada, não é de maneira alguma recomendado para pessoas que são muito críticas e buscam somente filmes de alta qualidade não só em suas histórias mas também em sua direção, atuação e outros atributos, por isso minha primeira impressão para este filme é que ele serve somente para quem tenha a mente aberta para qualquer outro tipo de filme além destes perfeitos, e para quem consegue se divertir sem problemas com qualquer fitinha de segunda linha que não é feita por profissionais de alta qualidade, pois além dos defeitos iniciais citados, o que gera realmente tudo isso é a produção, direção e o roteiro do filme, serve somente para diversão e nada mais.